15 dicas para uma alimentação mais verde

Comer de forma verde é comer biológico… mas não só. Existem várias formas de fazer uma alimentação mais verde, a bem da sua saúde e do meio ambiente.

  1. Biológico é bom. Um dos passos fundamentais para conseguir uma alimentação mais verde é optar por alimentos biológicos. Alimentos biológicos são aqueles que foram produzidos sem o recurso a qualquer tipo de químicos, pesticidas, fertilizantes, antibióticos, aditivos e organismos geneticamente modificados. Para além disso, os produtores biológicos normalmente trabalham com recursos renováveis, conservando a terra e a água, de forma a assegurar a qualidade ambiental.
  2. Por onde começar? Existem tantos produtos biológicos nos dias que correm, que a transição para este tipo de alimentos pode revelar-se confusa. O melhor é fazer uma transição lenta e, numa primeira ida às compras para adquirir produtos biológicos, comece por estes básicos e depois vá experimentando outros: proteínas (ovos, frango, charcutaria); gorduras (manteiga, azeite, óleo de coco); laticínios (leite, queijo, iogurtes, natas); hidratos de carbono (batatas, aveia, arroz integral); bebidas (água mineral, sumo de fruta natural, chás de ervas); condimentos (ketchup, mostarda); frutas e legumes.
  3. O melhor e o pior. Nem todos os alimentos têm de ser 100% biológicos, por isso, saiba quais as frutas e legumes que contêm mais e menos pesticidas e compre em conformidade.
  • Mais pesticidas: maçãs, peras, uvas (importadas), nectarinas, pêssegos, morangos, cerejas, batatas, cenouras, pimentos, alface, espinafres, aipo.
  • Menos pesticidas: banana, quivi, ananás, ameixas, manga, papaia, abacate, melancia, uvas (não importadas), cebolas, brócolos, espargos, milho, ervilhas, couve-repolho, couve-flor, couves de bruxelas.
  1. Compre localmente. Embora existam lojas biológicas especializadas e muitos supermercados que já vendem alimentos biológicos, são gastos muitos recursos – principalmente em termos de transporte – para apetrechar as lojas com esses produtos. Por isso mesmo, pode optar por comprar alimentos que são produzidos localmente, em quintas ou mercados próprios.
  2. Rótulos de informação. Comece a ler os rótulos de todos os produtos alimentares e não adquira aqueles que contenham glucose/frutose, gorduras trans ou adoçantes artificiais.
  3. Compras selecionadas. Para seguir uma alimentação verde também é importante saber o que não comprar. Na hora de fazer as compras de supermercado, evite os produtos processados, pré-cozinhados e pré-congelados; frango de aviário, óleos de cozinha, margarinas e outros produtos que sejam parcialmente hidrogenados; produtos laticínios magros e ultrapasteurizados; cereais brancos (pão, arroz, massa…); refrigerantes ou qualquer bebida que contenha glucose/frutose ou a vitamina sintética D2.
  4. Economicamente verde. Uma das grandes desvantagens apontadas aos alimentos biológicos continua a ser o seu preço elevado. Se tiver um orçamento mais apertado, mas não quer deixar de praticar uma alimentação verde, dê prioridade aos seguintes produtos biológicos: leite, carne, fruta e legumes.
  5. H20 ecológico. Evite comprar garrafas e garrafões de água de plástico e passe a recolher água numa fonte natural e certificada; ou então adquira um filtro de água para uso doméstico.
  6. Dentro da sua época. Consuma exclusivamente fruta e legumes dentro das suas épocas próprias de cultivo. Existem morangos todo o ano porque há sempre algum país onde é Verão e os morangos são cultivados; no entanto, para chegarem até si no Outono ou no Inverno requerem o gasto de muitos recursos desnecessários.
  7. Do quintal para a cozinha. A melhor forma de fazer uma alimentação verde passa, sem dúvida, por cultivar as suas próprias frutas e legumes. Se tiver um terreno adequado, algum tempo e paciência, porque não criar uma pequena horta? Se tiver espaço e disponibilidade, pode ainda criar alguns animais para consumo doméstico. Uma boa maneira de viver uma vida mais verde.
  8. Carne consciente. Não há nada mais verde do que consumir carne proveniente de animais que foram criados ao ar livre, em vez de em espaços interiores apertados, inadequados e pouco naturais. Faça questão de escolher a carne que consome conscientemente e uma das formas mais simples de o fazer é comprar diretamente ao produtor.
  9. Peixe sustentável. A alimentação verde também passa pelo consumo de peixe, que deve ser restringido àquelas espécies que não estão em vias de extinção, de forma a garantir o funcionamento pleno dos seus ecossistemas. Algumas das melhores espécies para consumo, em termos de meio ambiente, incluem: salmão, bagre, dourado, alabote, robalo, tilápia, sapateira do pacífico e, claro, o atum que não prejudica os golfinhos.
  10. Embalagens não. Evite adquirir alimentos que estão envoltos em embalagens excessivas, especialmente a fruta e os legumes, grande parte dos quais podem ser adquiridos sem recurso a qualquer saco ou embalagem de plástico. Quando os utilizar, lave e reutilize esses sacos sempre que possível ou opte por transportar as suas compras em sacos de pano.
  11. Comércio Justo. O “Fair Trade” ou o “Comércio Justo” é uma associação que se debate pela venda de produtos que garantem a agricultores e produtores um preço justo pelos seus artigos, assim como um ambiente de trabalho saudável, economicamente e ecologicamente sustentável. Com muitos produtos à escolha – desde café, chá, açúcar, arroz, entre outros – esta pode ser uma excelente opção para a compra de alimentos amigos do ambiente.
  12. Cozinhe você mesmo. Uma alimentação verde passa por alimentos saudáveis e os mais naturais possíveis, ou seja, deve evitar comprar feito e fazer você mesmo com ingredientes 100% biológicos: confecione a sua própria massa, base para pizzas, pão, molho de tomate, bolos, bolachas, compotas…
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